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A Coxinha Estragada

Acordei tarde hoje e desobedecendo meu costume não fiz almoço, então fui á lanchonete da quadra comer um salgado. Não que eu seja do tipo que se satisfaz fácil (as "primas" da zona que o digam), mas ordinariamente não como muito no almoço, prefiro comer mais na janta, assim posso dormir de "bucho cheio" como diria seu "Maneu".

 Quando cheguei havia apenas uma coxinha na estufa, e estava exuberantemente convidativa, talvez pela minha fome, ou por ser a última, o aspecto geral me agradou. Também me agradou a moça que estava atendendo, bastante simpática, bonita a bicha ó, dessas de tirar o fôlego. Aparentemente estava em treinamento, porque tinha uma senhora de mal-humor e um cigarro, inapropriadamente perto da comida, na boca, que lhe dizia tudo o que ela tinha que fazer.

 Peguei a coxinha, paguei e fui andando e comendo, pouco depois da segunda mordida, quando chegamos na parte do recheio, para minha decepção o frango estava azedo e quase vomito ali mesmo.…

Desejos de Ano Novo

Começo de ano é sempre igual, toda a rapaziada (peço desculpas pela informalidade, mas é ano novo) reunida comendo um peruzinho ou uma leitoinha (sem querer desrespeitar sua sogra). Coisa que me impressiona é que sempre temos mesa farta, boas risadas e conversas, por que não conseguimos isso em dias "normais"? Digo, não que as coisas fiquem tão apertadas que não possamos fazer um pequeno banquete ou coisa do tipo, mas não é a mesma coisa que quando reunimos nossa família e ficamos perto de nossos entes queridos e isso só ocorre em ocasiões festivas ou fúnebres.

 De uma forma ou de outra, acabamos por nos separarmos de quem amamos, saímos em busca de alguma coisa: instrução, dinheiro, paixão. Sempre nos perguntando: no final das contas, será que valeu a pena? Digo-lhes que não! Você deve buscar novos horizontes, é claro, mas não é preciso ir tão longe, nem permanecer lá tanto tempo. Afinal nossa família é nossa força, você pode ter de tudo, conseguir muito dinheiro, ter saúd…

O dia em que meus fones de ouvido salvaram minha vida

Essa é uma dessas típicas historietas que nos acontecem apenas uma vez na vida e que, a partir daquele momento, teremos uma visão diferente das coisas. Outros dirão que esta é apenas mais uma história para contar nas festas de ano ou no Natal entre os familiares, do tipo “é pra ver ou pra comer” e essas outras insanidades, que só começam a ter graça depois da décima taça de champanhe.
 Mas que dizia? O sim, a história, vamos a ela. Estava no transporte coletivo, com meus fones de ouvido, coisa que sempre uso, na verdade eu nem ouço coisa nenhuma é apenas pra não ter que, eventualmente, conversar com algum estranho (ou conhecido, não sou muito de conversas públicas). No dia em questão, com os fones nas orelhas, como de costume, sentou-se um senhor, bastante consternado e tremendo um pouco, aparentemente  estava sob efeito de alguma droga.
   Pois bem, esse senhor, sentou-se no banco ao meu lado, percebia que ele queria conversar (se é que isso era possível no estado em que ele estav…