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Muito Fósforo pra Pouco Governador

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De Delação em Delação, Sigo Morando em Mansão

        - Pelo título mais parece uma história do Chaves, disse Chaguinha. 
  Quando começo o texto penso logo em alguma coisa pra amenizar e aproximar nossos amigos leitores, (muito embora, a grande parte se constitua de pessoas de minha família e um ou outro robô do Google) faço isso para quebrar o gelo e tirar um pouco do aspecto sisudo das narrativas contemporâneas da atualidade (nessa hora o Prof Pasquale infarta). Antes de publicar minhas crônicas no entanto, costumo repassá-las ao meu amigo Chaguinha, este analisa e me diz quais são os pontos fortes e fracos do texto. Aquilo que é definitivamente desnecessário eu retiro, o que ele diz ser bom, eu mantenho.      Não sou muito de encurtar parágrafos para manter o padrão da internet (no máximo três linhas e lá vem parágrafo) mas hoje vou tentar fazer isso. Afigura-se que dar quebra de parágrafo apenas por dar, torna o texto chato e concluir um pensamento em três linhas é um martírio.    Como os senhores puderam notar, o parágrafo …

Dois Prefeitos e Nenhuma Ponte

Alguns escritores dizem que escrevendo conseguem encontrar a si mesmos. Que, ao escrever conseguem espantar seus demônios, transcender ao plano físico (blaaá). Eu, de minha parte, considerando que também escrevo e uma ou outra pessoa realmente lê todo o texto, digo que escrever é algo muito difícil, sobretudo quando você está sob um calor escaldante e com a cabeça com mil pensamentos. Contas pra pagar, o dinheiro do aluguel que você não tem, a falta de ânimo, a falta de tempo, a vida social interrompida. Sem contar uma infinidade de outras coisas que nos fazem desanimar. Mas o que realmente pesa na hora de escrever é, vejam só! Escrever. Começar a escrever um texto é uma coisa muito maçante, requer atenção total, por onde começar? Fazer a revisão do texto, seguir as regras ortográficas e gramaticais e uma porrada de outras coisas, honestamente não sei se faço isso corretamente, aí o telefone toca, chega mensagem no “zap”, nessas horas até e-mail chega. Talvez fosse mais fácil fa…

Crônica do dia 02 de Março de 2017

Quatro Festas e Um Motoqueiro Fantasma
                A cada dia que passa o ser humano torna-se mais ousado, mais perspicaz e paradoxalmente (Aurélio neles!) parece que a cada dia que passa está mais burro (ou melhor, desprovido intelectualmente de aspirações cognitivas válidas). Pois bem, pois bem, continuo com minha velha mania de ler vez ou outra os jornais do pacato e parado Tocantins. Vamos a eles?
  (Doutor Pasquale não aconselha e afirma que esse parágrafo é gramática, ortográfica e morfologicamente errado. Não se pode começar parágrafo com parêntese. Mas a liberdade poética diz que tudo posso no leitor que me fortalece. O parágrafo de agora é apenas para quebrar o tom sisudo e maçante do anterior. Devo incentivar o leitor a ler toda a crônica, para ficar bem informado e se divertir pacas! (Que que é isso?), mas caso você não tenha tanto tempo livre, peço que ignore os parênteses e passe a vista apenas nos textos. O que está entre parênteses pode ser ignorado sem qualquer pr…

Boomerang

Dias atrás, conversava com meu amigo Francisco das Chagas, vulgo Chaguinha. Estávamos em um bar, na escaldante cidade de Palmas, conversando sobre a política tocantinense e bebendo um moloko (referências, pra que te quero?). Pois bem, começamos então a falar sobre as notícias nos principais portais de notícias.         Coisa que chamou a atenção logo de cara foi o roubo de um carro dentro do pátio da prefeitura. O pátio daqui de Palmas, que mais parece ferro-velho de filme americano, é abarrotado de veículos apreendidos e ou guinchados. O roubo de um carro dentro de um órgão municipal, que teoricamente deveria monitorar as entradas e saídas já seria uma coisa bizarra. Mas, e sempre tem um ‘mas’, o que mais impressiona na notícia é que essa não é a primeira vez que roubam no pátio. A galerinha da mão leve, segundo a matéria, começou levando peças de motos. Cerca de um mês depois, percebendo que não tiveram problemas, eles levaram uma moto, e agora fecharam com chave de ouro, lev…

Carros voadores, Cheques sem fundos e Financiamento

O folhear de jornais é um hábito que aprendi já na vida adulta e embora eu também consuma as demais mídias, sempre que posso acompanho os jornais impressos para poder “apalpar” a notícia. E existem certas notícias que realmente, se não estivessem impressas dificilmente eu acreditaria. Não é que a internet não tenha credibilidade, alguns sites possuem certa notoriedade e algum crédito, se bem que é sempre saudável consultar outras fontes antes de ter qualquer notícia como certa.       Pois bem, depois do costumeiro parágrafo de enrolação, onde é possível filtrar os curiosos dos leitores reais, vamos à crônica. Sim, amado leitor, dessa vez é uma crônica mesmo, com todos os elementos lingüísticos e estilísticos. Talvez eu peque um pouco no tamanho do texto, mas que há? Não se pode ter tudo na vida.


   Uma empresa holandesa fabricou e já está vendendo o Liberty Pionner, trata-se de um carro voador, e não é apenas um protótipo, como já fizeram milhares de vezes algumas empresas, es…

Morte acidental

Enquanto ele falava, eu arrumava a churrasqueira até que todos viessem. Era uma típica festa de firma, onde as pessoas vão para encher a cara e esquecer os problemas. Comer alguma coisa e ir embora. O almoço estava marcado para uma hora da tarde, eu cheguei mais cedo para ajudar nos preparativos, porque era minha tarefa já que era o mais novo no trabalho. Ele já tinha tomado alguns copos de whisky, sua esposa estava dentro da casa preparando os outros itens da festa. Já bêbado, ele entrou na piscina, aí começou a pedir para eu contar quanto tempo ele ficava sem respirar debaixo d’agua. 30 segundos, 25 segundos, 10 segundos. 
- Você é muito ruim nisso. Disse eu. 
Ele então me desafiou, pegou um relógio desses com cronômetro e começou a contar. Meu melhor tempo foi um minuto e quinze segundos. Ele disse que conseguia isso, mas que eu teria que baixar a cabeça dele, para que não voltasse antes do tempo. Ele era alto, branco, magro, chamavam-no de boneco de Olinda, quando não estava por …